domingo, 22 de agosto de 2010

Assíntotas no Espaço

Ânsia brutal na louca corrida da busca por atenção, Cada porta que se abre emite irradiação total, cada porta que se fecha leva consigo a paisagem da primavera na janela... E na contínua e incessante procura, sonhos são feitos e desfeitos, caminhos se cruzam e se perdem, assíntotas que aumentam a angústia, vidas dos dois lados tão completas, tão vazias, tão cheias de si mesmas, que abarcam cada ponto como se fosse uma estrela na imensidão, uma explosão grandiosa de luz, mas que só feixe atinge a retina; que antes de morrer cresce indefinidamente, e antes de se apagar emite o seu brilho mais intenso... Enchem o abraço com tudo que é invisível... E quando partem deixam vestígios de que um dia houve ali algo inexplicável...

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