domingo, 15 de agosto de 2010

SEM FORMA

 
Difícil jornada por entre pântanos e florestas
 Finda por não ter mais o que desafiar ou seguir,
Deixando sua trilha tênue e marcante por onde passou,
Sinais que o tempo se encarregará de apagar completamente,
Cada vestígio,
Cada flor poupada,
Cada curva,
 Cada vôo alçado,
 Cada passo dado,
 Cada toque,
 Cada sonho,
 Não restará nada.
 E no fim,
 A separação de companheiros fiéis
Que se protegiam como podia
E se doavam como não podiam,
Que interpretam a interrogação proveniente de cada escolha,
 Que enfrentam a dor da perda com a força e a coragem do recomeço,
Que tantas vezes dançavam na lua tocando o chão,
 Quando a única segurança era a mão do outro
 E somente havia oxigênio nos pulmões,
Quando os projetos e planos se confundiam com os sonhos,
E as angustias e medos, com o passado.
E o fim,
 Que por mais que seja esperado
É sempre doloroso e brusco,
Chega,
Como sempre na hora errada e da forma errada,
 E o carinho cede espaço para a angústia,
 E o calor cede espaço para a raiva;
 É quando nem as boas lembranças querem ficar
E todos os bons sentimentos fogem em debandada.
Aquele que foi escolhido segue feliz.
Aquele que escolhe segue dividido.
Aquele que foi abandonado fica partido.


 DEDICADO À GG.

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